Inflação do café e laranja pode empurrar Trump a adiar tarifaço em 2025
em 18 de julho de 2025 às 19:01O clima anda tenso entre Brasil e Estados Unidos. Faltando apenas duas semanas para a entrada em vigor do novo tarifaço anunciado por Donald Trump, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão apostando em um fator nada convencional para tentar frear o golpe: o bolso do consumidor norte-americano. Itens como café, suco de laranja e hambúrguer, que dependem fortemente de importações brasileiras, já são vistos como potencial termômetro da insatisfação popular do outro lado do hemisfério. O governo brasileiro, mesmo sem diálogo aberto com a Casa Branca, acredita que a estratosférica dependência dos EUA desses produtos pode pressionar Trump a rever – ou ao menos adiar – as novas taxas.
Acompanhe os bastidores dessa batalha diplomática, que mistura economia, geopolítica e, claro, o gosto americano pelo cafezinho do dia a dia. Os movimentos das próximas semanas prometem agitar não só os gabinetes de Brasília e Washington, mas também as prateleiras e o bolso dos consumidores americanos.
O que você vai ler neste artigo:
Inflação pode virar dor de cabeça para Trump
De acordo com relatórios recentes, os Estados Unidos importam mais de 70% do suco de laranja e 25% do café diretamente do Brasil. A agência de classificação de risco Moody’s alertou: substituir esses fornecedores é uma tarefa difícil e lenta. É por esse motivo que, para analistas do mercado internacional, o tarifaço pode gerar impacto direto e imediato no custo de vida dos americanos – e ninguém quer perder votos por causa de um bom café ou um copo de suco matinal.
O risco inflacionário está no radar da equipe econômica de Lula. Um aumento repentino nos custos pode não só pesar no bolso das famílias, mas também trazer problemas políticos a Trump justamente no período pré-eleitoral. Medidas semelhantes adotadas anteriormente pelo republicano contra México, Canadá e China resultaram, muitas vezes, em adiamentos após pressão de empresários e do público.
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Falta de diálogo e ofensiva de bastidores
As conversas oficiais praticamente esfriaram após Trump assumir a liderança das negociações. Integrantes do governo brasileiro relatam que o diálogo foi bloqueado, dificultando tentativas de encontrar uma solução diplomática para o impasse. Mesmo assim, o vice-presidente Geraldo Alckmin orientou empresários brasileiros a estreitarem contato com parceiros norte-americanos para, do lado privado, sensibilizar o governo dos EUA.
Estratégia do lobby empresarial
Sem interlocução direta com a Casa Branca, a bola agora está com os grandes players do setor privado. O recado do Planalto é claro: quem tem negócios relevantes nos Estados Unidos precisa pressionar por um desfecho menos amargo. É nessa costura de bastidores que muitos depositam as esperanças de reverter – ou pelo menos adiar – o tarifaço. Ao mesmo tempo, uma comitiva de senadores brasileiros está de malas prontas para Washington, onde pretende buscar apoio político entre parlamentares americanos dispostos a influenciar a decisão de Trump.
Executivos brasileiros que participaram das reuniões interpretaram os últimos movimentos do governo como um sinal de desalento diplomático, mas não de resignação. Ainda existe a aposta de que, diante do prejuízo potencial, o próprio empresariado norte-americano se mobilize para evitar a crise.
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Caso as pressões de mercado surtam efeito, a inflação dos produtos brasileiros nos Estados Unidos pode ser o empurrão final para Donald Trump recuar na política tarifária. Agora, resta aguardar se o lobby e o incômodo no café da manhã dos americanos conseguirão fazer Trump mudar de ideia.
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Perguntas frequentes
O que é o tarifaço anunciado por Donald Trump?
É o aumento de tarifas de importação sobre diversos produtos brasileiros, como café e suco de laranja, para pressionar economicamente o Brasil.
Por que os EUA dependem tanto de café e suco de laranja do Brasil?
O Brasil é o maior produtor mundial de café e liderança na exportação de suco de laranja, suprindo grande parte da demanda americana.
Como a inflação nos EUA pode influenciar as decisões de Trump?
A alta de preços afeta diretamente o bolso do eleitor, podendo gerar insatisfação popular em um ano eleitoral.
Qual é o papel dos empresários brasileiros nesse impasse?
Eles fazem lobby junto a parceiros americanos para demonstrar o risco econômico e persuadir o governo dos EUA a adiar as tarifas.
Por que o governo Lula aposta na reação do consumidor americano?
Acredita que o desconforto com o aumento de preços pode gerar pressão política sobre Trump para rever ou adiar o tarifaço.