Descubra por que o Brasil sempre abre a Assembleia Geral da ONU em 2025
em 22 de setembro de 2025 às 08:58O momento mais esperado da diplomacia internacional voltou a colocar o Brasil em evidência: como tradicionalmente acontece, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o encarregado de abrir a Assembleia Geral da ONU neste ano de 2025, em Nova York. Todo mês de setembro, milhões de olhos acompanham o clássico discurso brasileiro, uma posição exclusiva que desperta curiosidade e certo orgulho nacional.
Mas afinal, por que o Brasil sempre tem o privilégio de ser o primeiro país a falar neste evento histórico? A tradição persiste há muitos anos e, mesmo com novas lideranças e transformações globais, a abertura segue garantida ao representante do nosso país. Confira a seguir os bastidores e detalhes dessa escolha que reforça o papel do Brasil no cenário internacional.
O que você vai ler neste artigo:
Como começou a tradição brasileira na ONU?
Ser o primeiro orador da Assembleia Geral parece, à primeira vista, apenas um detalhe protocolar. Porém, a origem carrega mais nuances do que se imagina. O costume se consolidou após 1955, quando o Brasil se ofereceu repetidas vezes para inaugurar os discursos, em uma época em que outros países recuavam diante do microfone por medo de se posicionar nos debates globais.
Desmond Parker, chefe de protocolo da ONU, comentou em entrevista anos atrás que o Brasil, diante do silêncio dos demais, assumiu a responsabilidade e, desde então, permanece no posto. Há quem pontue que se trata de um reconhecimento simbólico, já que o Brasil acabou ficando de fora do Conselho de Segurança, enquanto outra teoria alegra que a escolha amenitiesse as tensões entre Estados Unidos e União Soviética na Guerra Fria, atribuindo ao Brasil um papel neutro.
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Entenda o funcionamento da ordem dos discursos
A programação do Debate Geral da ONU é rígida e segue um protocolo detalhado. Após as palavras do presidente da Assembleia e do secretário-geral, é o Brasil quem assume o microfone, seguido pelos Estados Unidos, anfitriões do evento desde sua criação, em 1945. Em seguida, vêm os chefes de Estado, vice-chefes e outras autoridades, conforme a hierarquia diplomática e também a ordem de solicitação junto ao órgão das Nações Unidas.
Exceções históricas ao protagonismo brasileiro
Embora raro, o protagonismo do Brasil já sofreu pequenas exceções. Notadamente, durante as sessões de 1983 e 1984, os Estados Unidos inverteram a ordem. Mais recentemente, atrasos de presidentes dos EUA em 2016 e 2018 também mudaram a sequência. Fora essas ocasiões, o país mantém sua marca registrada de arranque no debate mundial.
O papel do Brasil na diplomacia internacional em 2025
O Brasil, ao figurar na abertura da Assembleia Geral, reforça sua vocação para o diálogo multilateral e projeta sua voz em temas atuais como sustentabilidade, desigualdade social e cooperação internacional. Não é mero simbolismo: o discurso inaugural marca o tom das discussões globais e influencia a receptividade de pautas emergentes. Para um país que busca brilhar além de suas fronteiras, esse é um privilégio estratégico em 2025, ano em que temas cruciais estão na mesa.
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Ser o orador inicial na ONU é, sem dúvidas, um gesto de respeito diplomático, mas também um dever de protagonismo: o mundo espera que o Brasil sirva de inspiração em diplomacia, equilíbrio e tratar assuntos sensíveis com transparência.
Ao garantir novamente seu espaço de destaque em 2025, o Brasil reafirma sua condição de player global, mostrando maturidade política e disposição ao diálogo. Se você curte acompanhar os bastidores do poder e quer ficar por dentro de tudo que acontece no palco internacional, não deixe de se inscrever em nossa newsletter. Receba as notícias de fofoca internacional em primeira mão e esteja sempre por dentro das reviravoltas dos bastidores mundiais!
Perguntas frequentes
Quais critérios determinam a ordem dos discursos na Assembleia Geral da ONU?
A ordem dos discursos segue um protocolo rígido: após o presidente da Assembleia e o secretário-geral, o Brasil abre os debates, seguido pelos Estados Unidos, e depois chefes de Estado conforme hierarquia e ordem de solicitação à ONU.
O que significa para o Brasil abrir a Assembleia Geral da ONU?
Abrir a Assembleia é um reconhecimento simbólico da postura diplomática brasileira, reforçando seu papel como voz neutra e promotora do diálogo multilateral em temas globais relevantes.
Houve ocasiões em que o Brasil não abriu a Assembleia Geral da ONU?
Sim, em raras situações como em 1983 e 1984, os Estados Unidos inverteram a ordem, e atrasos de presidentes americanos em sessões recentes também alteraram temporariamente a sequência.
Por que o Brasil assumiu esse papel na década de 1950?
Naquela época, muitos países evitavam se posicionar no microfone, e o Brasil se ofereceu para abrir os discursos, assumindo a responsabilidade diplomática e ganhando essa tradição.
Como o discurso brasileiro influencia as discussões na ONU?
O pronunciamento do Brasil marca o tom do debate, podendo direcionar a receptividade de pautas centrais como sustentabilidade, desigualdade social e cooperação internacional.