Luísa Sonza faz apelo: Marcas devem investir além do eixo Rio-SP em 2025
em 17 de novembro de 2025 às 19:58Luísa Sonza roubou os holofotes no Festival Zepelim, em Fortaleza, e não economizou nas palavras ao exigir mais atenção para eventos fora do tradicional eixo Rio–São Paulo. A artista, que foi a atração principal do festival neste sábado (15), defendeu que as marcas precisam olhar com mais carinho para o talento e potência cultural espalhados pelo Brasil inteiro. O recado foi direto: ‘Nossa cultura não é só Rio e São Paulo’, afirmou.
De olho no impacto dos patrocínios, Sonza chamou a atenção para a falta de investimentos em festivais realizados em outras regiões do país, especialmente no Nordeste. O debate veio em boa hora, já que líderes do setor cultural e grandes nomes do entretenimento também vêm batendo nessa tecla para fortalecer a economia criativa regional. Prepare-se para entender o que está travando essa transformação e acompanhar os bastidores dessa discussão quente.
O que você vai ler neste artigo:
Luísa Sonza e o grito pela valorização cultural fora do Sudeste
Ao conversar com jornalistas durante o festival, a cantora deixou bem claro o incômodo com a concentração de recursos entre Rio e São Paulo. Natural do Sul e atualmente morando em São Paulo, Luísa fez questão de reforçar o amor pelas capitais, mas rebateu a ideia de que o país se resume a esses dois polos culturais.
Nas palavras da artista: ‘O Brasil precisa olhar para fora desse Rio–São Paulo. Nossa cultura é muito maior do que só esses dois lugares.’ Ela ainda mostrou entusiasmo pelo Nordeste, chamando a região de ‘paraíso do Brasil’, e elogiou o desafio de levar espetáculos de grande porte para cidades menos contempladas com eventos dessa magnitude.
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Barreiras dos patrocínios: Por que o Nordeste ainda recebe menos investimentos?
Apesar de alguns gigantes do mercado, como Ambev, Natura e Solar, darem apoio ao Festival Zepelim, a desigualdade no destino dos patrocinadores segue gritante. Segundo o estudo “Panorama 2024”, os eventos do Sudeste recebem cerca de metade do volume nacional de patrocínios, enquanto o Nordeste, que respira cultura, ainda corre por fora.
Gabriela Parente, idealizadora do festival e referência na cena de produção cultural, revelou que garantir investimento é uma “luta diária”. Mesmo com marcas fiéis e dispostas a apostar no evento cearense, romper o ciclo histórico é tarefa árdua. Ela admite que a conquista do patrocínio fica mais fácil quando o evento é de tradição, como o São João de Campina Grande, mas que nos eventos locais o cenário ainda é de resistência.
O sonho de um festival itinerante e estratégias para atrair marcas
De olho em um futuro mais igualitário, a produção do Zepelim está apostando na aproximação com jornalistas de várias regiões do país para potencializar a visibilidade do festival. A ideia é simples: mais mídia, mais reconhecimento e, consequentemente, mais verba para expandir o festival e talvez torná-lo itinerante em breve.
Apesar do desejo forte de rodar o Brasil, Gabriela destaca que o objetivo imediato é consolidar o evento em Fortaleza e provar o potencial da cena local para as grandes marcas. “Queremos crescer, expandir e mostrar nossa credibilidade”, revela, dando o tom otimista para próximos capítulos dessa movimentação cultural.
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O debate levantado por Luísa Sonza vem ganhando força entre artistas, produtores e, claro, a audiência que lota os festivais fora do mainstream carioca-paulista. A pressão por maior equidade nos patrocínios vem transformando, ainda que devagar, a cara dos eventos nacionais.
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Perguntas frequentes
Por que os festivais no Nordeste recebem menos patrocínios que os do Sudeste?
A concentração de investimentos no Sudeste é reflexo de um ciclo histórico, onde a tradição de eventos maiores e maior visibilidade facilita a captação de recursos para essa região.
Como a mídia pode ajudar na expansão de festivais regionais?
Aumentar a cobertura jornalística gera maior reconhecimento, que atrai mais patrocinadores e possibilita a expansão e até a itinerância dos festivais.
Qual o impacto da concentração de eventos culturais no eixo Rio–São Paulo?
Essa concentração limita a representatividade cultural do país, desestimula talentos de outras regiões e reduz investimentos importantes para fortalecer a economia criativa local.
Qual o principal desafio para realizar grandes festivais em cidades fora dos polos tradicionais?
Garantir patrocínios consistentes e superar a resistência histórica dos patrocinadores a investir em regiões menos exploradas culturalmente.
Quais são os benefícios de um festival itinerante para a cultura brasileira?
Um festival itinerante permite a democratização do acesso à cultura, fortalece diversas cenas regionais e amplia a visibilidade dos talentos locais pelo país.