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Celebridades, Eventos

Janja intensifica agenda em igrejas para conquistar evangélicos em 2025

Wilson em 10 de outubro de 2025 às 09:58

A primeira-dama Janja da Silva decidiu mergulhar de cabeça em uma ofensiva estratégica para aproximar o governo Lula do eleitorado evangélico, tradicionalmente arredio ao PT. De microfone em mãos e discurso afinado, Janja tem lotado sua agenda com visitas a templos e encontros com lideranças religiosas pelo Brasil, apostando em programas sociais e no empoderamento feminino como carros-chefes das conversas. A movimentação, claro, acontece em um momento chave: faltando pouco menos de um ano para as próximas eleições, ganhar simpatia entre os fiéis pode ser decisivo nos resultados das urnas.

Com o desafio de reverter resistência histórica ao lado do presidente Lula, Janja não mede esforços. Participando ativamente de cultos, podcasts religiosos e reuniões com grupos de base, a primeira-dama se consolidou como principal rosto da tentativa petista de engatar diálogo com o segmento. Será que a estratégia vai dar certo ou será interpretada apenas como jogada de marketing?

Primeira-dama nos templos: presença marcante e discurso afiado

Janja não faz cerimônia: nos últimos meses, já coleciona pelo menos cinco aparições públicas em cultos e eventos evangélicos. Entre eles, um dos mais simbólicos aconteceu no fim de setembro, na igreja batista Família Viva, em Caruaru (PE). Lá, diante de um público predominantemente feminino, ela ressaltou a força dos programas sociais, fez menção ao papel das mulheres na igreja e não poupou citações bíblicas. “Deus nos usa como instrumento. Eu me senti como instrumento, de falar do nosso orgulho, do nosso país, um país que a gente quer”, declarou, sob aplausos e poses para selfies.

Esse tratamento caloroso tem sido replicado em passagens por templos de Salvador, Manaus, Rio de Janeiro e Ceilândia (DF). Acompanhada de lideranças como Nilza Valéria Zacarias, coordenadora da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Janja busca ouvir demandas de mulheres das periferias, reforçando a necessidade de combinar redes de solidariedade com políticas públicas já existentes.

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Apoio de líderes religiosos e articulação política de bastidor

Parte fundamental da estratégia é o envolvimento da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Sob tutela de nomes como a pastora Nilza Valéria e o pastor Ariovaldo Ramos, o grupo progressista tem facilitado a ponte entre Janja e comunidades religiosas. Encontros importantes, como a participação no podcast “Papo de Crente”, ao lado do presidente Lula, e visitas à igrejas nos Estados Unidos – inclusive em Nova York – fortaleceram ainda mais o movimento da primeira-dama.

A estratégia, aclamada por apoiadores, aposta no poder feminino nas comunidades religiosas. Segundo Nilza, escutar essas mulheres é essencial porque são elas que sustentam redes de apoio fundamentais. O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirma que, com Bolsonaro fora de cena, essas articulações abrem um novo horizonte para o diálogo com o segmento evangélico.

Críticas da oposição e os desafios para reverter a rejeição

Pelo outro lado do ringue, a direita não perde tempo em ironizar e desacreditar a movimentação. Para nomes tradicionais como o pastor Silas Malafaia, o contato de Janja com as igrejas é puramente marketing, sem expressividade real dentro do segmento. Eles reforçam que Michelle Bolsonaro – tradicionalmente popular entre fiéis – continua imbatível na preferência dos evangélicos, graças à sua identificação pessoal com valores conservadores e religiosos.

O embate não é só de discursos. Pesquisas recentes apontam que, embora Lula tenha avançado entre o eleitorado brasileiro, 63% do público evangélico ainda desaprovam a gestão. Ou seja, a missão de Janja é dura e, enquanto uma aposta de fé para o governo, representa também uma batalha política das mais difíceis de 2025.

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A investida de Janja nas igrejas mostra como as eleições de 2025 prometem ser pautadas por disputas acirradas de narrativa e presença em diferentes grupos da sociedade. Resta saber se o discurso social e o carisma da primeira-dama conseguirão mover corações e urnas no cenário evangélico.

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Perguntas frequentes

Como a primeira-dama Janja tem atuado para se aproximar do eleitorado evangélico?

Janja participa de cultos, eventos e reuniões com lideranças religiosas, destacando programas sociais e o empoderamento feminino para dialogar com o público evangélico.

Qual a importância do apoio de líderes religiosos para a estratégia de Janja?

Líderes religiosos como a pastora Nilza Valéria facilitam a conexão entre Janja e as comunidades evangélicas, reforçando a credibilidade e ampliando o alcance do diálogo político.

Quais são os principais desafios enfrentados na conquista do eleitorado evangélico pelo governo Lula?

A resistência histórica do segmento evangélico ao PT e a forte preferência por figuras conservadoras dificultam a aceitação, tornando necessário um diálogo estratégico e contínuo.

Por que o empoderamento feminino é destaque na ofensiva de Janja junto ao eleitorado evangélico?

O foco no empoderamento feminino valoriza a participação ativa das mulheres nas comunidades religiosas, potencializando redes de solidariedade e apoio político.

Qual a repercussão da estratégia de Janja entre opositores e grupos conservadores?

A oposição frequentemente critica a movimentação como marketing, apontando que personalidades como Michelle Bolsonaro ainda dominam a preferência evangélica pela identificação com valores conservadores.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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