Assessores de Erika Hilton viram polêmica após revelação de trabalhos como maquiadores em 2025
em 3 de janeiro de 2026 às 10:58O nome da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) voltou aos holofotes em 2025, e o motivo da vez não foi uma proposta legislativa polêmica, mas sim a contratação de dois maquiadores como seus assessores na Câmara dos Deputados. A notícia, divulgada pelo Metrópoles no fim de junho, rapidamente incendiou as redes sociais e abriu espaço para debates acalorados sobre o uso de cargos parlamentares e a rotina nos bastidores do Congresso.
Segundo informações oficiais, Ronaldo Hass atua como secretário parlamentar da deputada desde maio de 2024. Com um salário de R$ 9.678,22, o profissional integra o time de confiança de Erika Hilton. A equipe foi reforçada em junho de 2025, quando Índy Montiel assumiu o mesmo cargo, recebendo R$ 2.126,59 por mês. A função estabelecida no papel é clara: ambos seriam responsáveis por tarefas legislativas como elaboração de projetos, organização de agendas e assessoria técnica. Apesar disso, o histórico de ambos nas redes sociais evidencia que a atuação nos pincéis de maquiagem da deputada é corriqueira e, ao que tudo indica, motivo de orgulho para os envolvidos.
O que você vai ler neste artigo:
Contratações geram debate intenso na Câmara e redes sociais
Não demorou para que o tema virasse munição entre representantes da oposição. Nas plataformas digitais, parlamentares como Kim Kataguiri (União-SP) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) fizeram questão de alfinetar Erika Hilton. As críticas giraram em torno dos salários pagos pela Câmara e do papel efetivo dos assessores, que chegaram a ser chamados de “assessores de maquiagem”.
A repercussão rapidamente se espalhou. Circulou até mesmo relato de que Ronaldo Hass estaria acompanhando Erika Hilton em viagens internacionais, como em Portugal e França, onde a deputada participou de discussões sobre direitos LGBT. Por entre as farpas políticas, não faltaram acusações sobre supostos privilégios e discussões acaloradas sobre a moralidade no uso de recursos públicos para contratações como essas. A vereadora Janaina Paschoal (PP-SP) também entrou no debate, questionando critérios e regras para todos os parlamentares, deixando o plenário virtual ainda mais dividido sobre o tema.
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O que diz Erika Hilton sobre os assessores maquiadores?
Pressionada pela repercussão negativa, Erika Hilton usou suas redes para rebater as acusações e esclarecer o papel dos dois assessores. Segundo a deputada do PSOL, tanto Ronaldo quanto Índy são responsáveis pelo apoio técnico e institucional do seu mandato. “Eles me assessoram nas comissões, ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings, dialogam com a sociedade civil e me acompanham em agendas oficiais. Isso está registrado em fotos, vídeos e nos próprios materiais de atuação”, afirmou Hilton.
A deputada ainda destacou que Hass e Montiel são seus amigos de longa data e que, fora das atividades do mandato, desempenham trabalhos como maquiadores de forma voluntária e por afinidade pessoal. Para Erika, não há vestígios de irregularidade: “Se não me maquiassem, continuariam como meus secretários parlamentares. Eles foram escolhidos pela competência e dedicação às pautas do mandato, não pela maquiagem”.
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O episódio lança luz sobre uma questão recorrente na política: até onde vai a linha tênue entre confiança pessoal e profissionalismo na hora de montar uma equipe parlamentar? Para a deputada, os comentários refletem o preconceito e o desconhecimento do público sobre o funcionamento dos mandatos na Câmara.
O burburinho ao redor dos assessores maquiadores de Erika Hilton mostra como temas aparentemente simples ganham proporções nacionais quando envolvem personagens de destaque na política. A imprensa segue de olho, assim como os eleitores, atentos ao destino de mais esse episódio que promete render novos capítulos em pleno 2025. Se gostou da notícia e não quer perder nenhuma fofoca dos bastidores do poder, inscreva-se em nossa newsletter e receba as novidades direto no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Como é feita a escolha dos assessores parlamentares?
Os assessores são escolhidos pela confiança, competência e dedicação às pautas do mandato, podendo ter vínculos pessoais com o parlamentar.
É comum parlamentares contratarem profissionais com outras atividades fora do mandato?
Sim, assessores podem ter outras profissões ou atividades paralelas, desde que cumpram suas atribuições parlamentares e não haja conflito de interesses.
Quais são as funções típicas de um assessor parlamentar?
Elaboração de projetos, organização de agendas, assessoria técnica, preparação de relatórios e acompanhamento em comissões e agendas oficiais.
Como a Câmara fiscaliza o uso de cargos e salários na equipe dos deputados?
Existem regras internas e órgãos de controle que acompanham contratações e pagamentos para garantir que os recursos públicos sejam usados corretamente.
O que causa controvérsia nas contratações de assessores em mandatos políticos?
Controvérsias geralmente surgem sobre a qualificação dos contratados, possíveis privilégios, vínculos pessoais e a moralidade no uso de recursos públicos.