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Celebridades, Elon Musk

Mudanças na África do Sul podem destravar chegada da Starlink em 2025

Wilson em 13 de dezembro de 2025 às 13:19

O cenário de tecnologia e regulamentação na África do Sul tremeu com a última investida do governo para mudar as regras do jogo e, finalmente, abrir as portas para a operação da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, no país. Nascido em solo sul-africano, Musk vinha enfrentando um imbróglio regulatório que impedia seu serviço de conectar milhões de cidadãos à rede mundial de computadores. Agora, uma diretriz polêmica promete mudar a narrativa.

Na mira dessas mudanças estava o antigo requisito: que empresas estrangeiras do setor de telecomunicações cedessem 30% de participação a grupos compostos por negros, mulheres, jovens ou pessoas com deficiência. O critério faz parte de uma política de reparação histórica conhecida como Black Economic Empowerment (BEE), mas afasta gigantes internacionais. Não faltaram protestos e posicionamentos calorosos de todos os lados. Continue conosco para entender como essa novela pode mudar radicalmente o acesso à internet no país e o futuro dos negócios de Musk na África.

Nova diretriz: o que muda para a Starlink?

O ministro das Comunicações e Tecnologias Digitais, Solly Malatsi, movimentou as peças com uma proposta ousada: permitir que as empresas estrangeiras ofereçam outras formas de investimento no lugar do repasse societário. O novo texto permite que alternativas — como investimento em capacitação, infraestrutura ou apoio a pequenas empresas — sejam reconhecidas como equivalentes à participação acionária exigida pela lei.

A mudança não surgiu no vácuo. Segundo Malatsi, a decisão veio após receber mais de 19 mil manifestações sobre o projeto, com esmagadores 90% dos comentários apoiando a flexibilização das normas. O argumento forte foi o de clareza regulatória e ampliação do acesso à internet rápida, um dos grandes gargalos sul-africanos. A população ainda sofre com a desigualdade no acesso à banda larga e espera que a Starlink traga uma revolução digital que democratize o serviço, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.

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Reação do Congresso Nacional Africano: clima de tensão política

Apesar do forte apoio popular, o Congresso Nacional Africano (CNA), o maior partido da coalizão governista, reagiu com críticas duras. Segundo a legenda, a nova diretriz ultrapassa os limites da autoridade do ministério e ameaça as conquistas da política de transformação implementada no pós-apartheid. O CNA acusa membros do partido rival, a Aliança Democrática, de tentar driblar o Parlamento ao promover mudanças estruturais por meio de diretrizes ministeriais e não via processo legislativo tradicional.

O debate ganhou ainda mais fogo depois que Elon Musk declarou abertamente que as exigências do governo sul-africano seriam “abertamente racistas” e culpou a legislação local por impedir a entrada da Starlink. Musk já vinha criticando as barreiras, reforçando a narrativa de que o sul-africano comum é quem sai perdendo sem a expansão dos serviços via satélite.

O futuro da internet sul-africana — e de Musk no país natal

O caso Starlink na África do Sul escancara os desafios do equilíbrio entre políticas de inclusão e inovação tecnológica. Com as novas diretrizes, o país pode romper um impasse que trava não só o acesso à internet, mas o próprio desenvolvimento digital em várias regiões. Ainda não está claro se o embate entre partidos será superado rapidamente, mas a movimentação mostra que a pressão popular e o apelo de nomes internacionais continuam a influenciar o jogo político.

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Perguntas frequentes

Quais são as formas alternativas de investimento permitidas pela nova diretriz?

Além da participação acionária, empresas estrangeiras podem investir em capacitação, infraestrutura e apoio a pequenas empresas para cumprir as exigências legais.

Por que a política de Black Economic Empowerment (BEE) é importante na África do Sul?

O BEE visa reparar desigualdades históricas promovendo a participação de negros, mulheres, jovens e pessoas com deficiência em setores estratégicos da economia.

Quais foram as principais críticas do Congresso Nacional Africano à nova diretriz?

O CNA considera que a flexibilização ultrapassa a autoridade do ministério e ameaça conquistas importantes da política pós-apartheid, defendendo a tramitação via processo legislativo tradicional.

Como a população sul-africana reagiu à proposta de flexibilização das regras para a Starlink?

Mais de 90% das 19 mil manifestações públicas consultadas apoiaram a flexibilização, esperando maior acesso à internet rápida e inclusão digital.

Qual é o impacto potencial da chegada da Starlink para regiões afastadas na África do Sul?

A Starlink pode democratizar o acesso à internet, oferecendo conexão rápida e estável em áreas remotas onde a infraestrutura tradicional é limitada.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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