Rússia mantém exigências após reunião de Trump e Zelenskyy, diz Kremlin em 2025
em 21 de outubro de 2025 às 08:01A tão aguardada reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelenskyy em 2025 não trouxe a mudança que muitos esperavam quanto à posição da Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Segundo um pronunciamento do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a estratégia adotada por Moscou permanece intacta, mesmo diante das tentativas de negociação e dos apelos de Trump para um acordo imediato pelo fim do conflito.
Peskov respondeu publicamente que Moscou não alterou sua postura em relação à possibilidade de congelar a ofensiva russa ao longo das atuais linhas de frente. A declaração foi clara: as exigências russas continuam “consistentes e sem alteração”. O assunto, que esquentou os bastidores do poder global após os encontros e mensagens trocadas nas redes sociais, revela que o impasse permanece, deixando a esperança de paz ainda distante.
O que você vai ler neste artigo:
Negociações Com Trump e o Impasse Ucraniano
O encontro entre Trump e Zelenskyy, realizado na Casa Branca, mexeu com as expectativas internacionais. No resumo, Trump indicou publicamente que transmitiu a ambos os lados o mesmo recado: seria o momento de parar os ataques e buscar um entendimento. Em suas palavras, sugeriu: “Eles devem parar onde estão. Deixem ambos reclamar a vitória”.
Zelenskyy, por sua vez, se mostrou aberto à ideia de congelar a linha de combate, mas colocou como condição um cessar-fogo imediato e negociações com Moscou, visando um acordo definitivo. A postura de Kiev, no entanto, não se encaixa nos planos divulgados pelo Kremlin, que mantém propostas consideradas por muitos “impraticáveis”.
Disputa Territorial e Propostas Polêmicas
Os bastidores políticos esquentaram ainda mais após reportagem do Financial Times afirmar que Putin teria sugerido a Trump uma nova negociação, envolvendo a cessão pela Ucrânia de partes do Donbass em troca de algumas regiões menores no sul, em Kherson e Zaporíjia. Trump teria pressionado Zelenskyy a aceitar, citando ameaças pesadas vindas do líder russo.
Questionado posteriormente, Trump negou que tenha feito tal exigência. O presidente norte-americano reforçou que a decisão sobre as áreas disputadas ainda está em aberto, mas admitiu que a maior parte do território já estaria sob controle russo. Donetsk e Luhansk, regiões que compõem o Donbass, são o centro da disputa — a Rússia tenta há anos consolidar seu domínio total, sem sucesso.
Zelenskyy destacou em sua fala a importância dessas terras para a soberania ucraniana: “Para nós é essencial, a nossa terra e o nosso país, porque faz parte da nossa independência. Trata-se da nossa soberania”. Apesar de todo impasse, Kiev admite avaliar uma trégua se a Rússia aceitar congelar o conflito na linha atual e houver canais abertos para negociações reais.
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Defesa Aérea: Aposta de Kiev e Pressão por Apoio Norte-Americano
Em meio ao tabuleiro diplomático de alto risco, a Ucrânia intensifica seus esforços para ampliar sua defesa aérea. Segundo Zelenskyy, está nos planos a aquisição de 25 novos sistemas Patriot dos EUA, em um contrato de longo prazo que pode ser antecipado caso haja vontade política em Washington.
Até agora, Kiev já recebeu sete baterias, fornecidas por diferentes aliados ocidentais – incluindo Alemanha, Romênia e até Israel. O Patriot tornou-se peça-chave para a proteção ucraniana frente aos incessantes ataques de drones e mísseis russos, considerados os mais intensos desde o início da guerra.
A preocupação do governo ucraniano não é só defensiva. Kiev também tenta pressionar para receber armamentos ofensivos e até contestou a possibilidade do uso de mísseis Tomahawk. Trump, buscando evitar um novo capítulo de escalada bélica mundial, limitou-se a afirmar: “Espero que consigamos acabar com a guerra sem pensar nos Tomahawks”.
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Diante de tanta movimentação nos bastidores da diplomacia internacional, uma coisa permanece clara: a Rússia não dá sinais de ceder em suas exigências centrais. A novela de declarações e contrapropostas mantém o equilíbrio instável na guerra em curso, prendendo a atenção do mundo inteiro.
O futuro do conflito segue nebuloso, com os líderes globais tentando novos caminhos para a paz. Se você não quer perder nenhum detalhe dessas negociações, inscreva-se agora em nossa newsletter e receba as atualizações mais quentes e as principais fofocas do cenário internacional diretamente em seu e-mail.
Perguntas frequentes
Qual o papel dos Estados Unidos nas negociações de 2025 sobre a guerra na Ucrânia?
Os Estados Unidos, com Donald Trump envolvido, atuam como mediadores tentando promover um cessar-fogo e incentivando ambas as partes a congelar o conflito, além de fornecer sistemas de defesa para a Ucrânia.
Por que a Rússia mantém sua postura apesar das negociações recentes?
De acordo com o Kremlin, as exigências russas permanecem consistentes e inalteradas, considerando as propostas atuais pouco viáveis para ceder no conflito.
Qual a importância das regiões Donetsk e Luhansk na disputa territorial?
Donetsk e Luhansk, que compõem a região do Donbass, são chave para a soberania ucraniana e o foco das tentativas russas de controle, o que dificulta acordos de paz.
Como a Ucrânia está reforçando sua defesa aérea durante o conflito?
Kiev busca ampliar sua defesa com a aquisição de sistemas Patriot dos EUA e já recebeu baterias de aliados como Alemanha, Romênia e Israel para proteger-se contra ataques de drones e mísseis.
Quais os desafios para um acordo de paz definitivo no cenário atual?
Diferenças nas condições impostas pela Rússia e Ucrânia, disputas territoriais não resolvidas e a desconfiança mútua dificultam que um cessar-fogo ou acordo final seja alcançado.