Ouro bate recorde histórico nos EUA: entenda a disparada em 2025
em 12 de outubro de 2025 às 15:58O mercado financeiro global está em polvorosa! O preço do ouro atingiu uma máxima jamais vista, ultrapassando a marca dos US$ 4 mil por onça, segundo dados recentes do setor. Por trás dessa valorização inédita, está o clima de incerteza imposto pelo governo Trump em 2025, reacendendo o papel do ouro como refúgio seguro diante das turbulências econômicas.
Com tantas dúvidas sobre os rumos políticos e econômicos mundiais, o metal precioso tem sido alvo de cobiça por parte de investidores, bancos centrais e famílias buscando proteção para o patrimônio. A seguir, você confere todos os detalhes desse fenômeno que promete mexer com o bolso e a cabeça dos investidores.
O que você vai ler neste artigo:
Trump, tarifas e paralisação do governo: o que alimenta a alta recorde do ouro?
Não é de hoje que momentos de tensão global impulsionam o preço do ouro. O que chama atenção, em 2025, é a velocidade com que o metal disparou: desde abril, quando Donald Trump anunciou novas tarifas comerciais, o ouro saltou cerca de 30%. Mas esse não foi o único fator. O prolongamento da paralisação do governo dos Estados Unidos, ocasionado por impasses internos relacionados ao orçamento público, acabou agravando ainda mais a sensação de instabilidade nos mercados.
Para analistas de peso, como Reghina Hammerschmid, da Vontobel, esse movimento já alcança um retorno acumulado de impressionantes 54% em 2025 – algo não visto desde o fim do padrão ouro na década de 1970. Já Marco Mencini, da Plenisfer Investimentos, destaca: “a última onda parecida foi durante a crise do acordo de Bretton Woods, mas o contexto atual é mais complexo, envolvendo tanto fatores macroeconômicos quanto decisões polêmicas do governo americano”.
Pressão sobre o Fed e busca por segurança
Outro ingrediente que joga mais lenha nessa fogueira dourada é a pressão do governo Trump sobre o Federal Reserve, o banco central dos EUA. Críticas públicas, ameaças de demissão de dirigentes e ataques à independência da instituição abalaram a confiança dos mercados. Segundo o estrategista Claudio Wewel, “esse cenário só reforça a atratividade do ouro como moeda de confiança em tempos de ruídos políticos”.
Leia também: Michelle Bolsonaro dispara críticas à esquerda e ataca Lula e Janja por presença em igrejas
Bancos centrais compram mais ouro e dólar fica sob suspeita
Mas não são apenas investidores individuais que estão de olho no metal. Bancos centrais de todo o mundo também reforçaram suas reservas, buscando reduzir a exposição ao dólar americano e aos títulos do Tesouro dos EUA. Só nos últimos três anos, segundo o Conselho Mundial do Ouro, foram adquiridas mais de mil toneladas anualmente por esses órgãos, superando em muito a média da década anterior.
Entre os principais compradores, destaque para Polônia, Índia, Azerbaijão, Turquia e China. A justificativa? Blindar suas finanças de eventuais choques inflacionários e proteger o portfólio nacional diante de uma possível fragilização da moeda americana. Analistas, como Heng Koon How, do UOB, ressaltam que essa estratégia reforça ainda mais o ciclo de valorização do ouro.
Ouro x inflação: até onde vai essa tendência?
O cenário para os próximos meses ainda é de incerteza. Caso o Federal Reserve reduza os juros, como o mercado espera para segurar a economia, o ouro pode ganhar um novo impulso. Porém, se houver um aumento inesperado da inflação, não está descartada uma alta das taxas americanas, o que poderia esfriar a euforia pelo metal. Ainda assim, nomes como Gregor Gregerson, da Silver Bullion, garantem: “o ouro tende a continuar em alta pelos próximos anos, servindo de amparo enquanto o cenário global não se estabiliza”.
Leia também: Centrão já articula afastamento do bolsonarismo e sinaliza apoio a Ratinho Junior em 2026
A disparada do preço do ouro em 2025 transformou o metal no centro das atenções de pequenos e grandes investidores. A combinação explosiva entre as decisões controversas do governo Trump, pressões políticas e incerteza econômica alimenta a corrida pelo refúgio dourado como não se via há décadas. Agora, a expectativa é sobre como mercados e governos vão reagir a esse novo cenário de ouro nas alturas.
Gostou de ficar por dentro dessa fofoca do mundo das finanças? Inscreva-se em nossa newsletter e receba, em primeira mão, as principais novidades e bastidores do universo econômico e dos famosos.
Perguntas frequentes
Por que o ouro é considerado um investimento seguro em tempos de crise?
O ouro mantém seu valor independentemente da instabilidade econômica, servindo como proteção contra inflação e desvalorização de moedas.
Como a inflação afeta o preço do ouro?
Geralmente, a alta da inflação aumenta a demanda por ouro, elevando seu preço, pois o metal é visto como uma proteção contra a perda do poder de compra.
Qual o papel dos bancos centrais na valorização do ouro?
Bancos centrais adquirem ouro para diversificar reservas, reduzir exposição ao dólar e proteger as moedas nacionais, impulsionando sua valorização.
Como decisões políticas influenciam o mercado do ouro?
Decisões políticas controversas e incertezas, como tarifas e paralisias governamentais, aumentam a percepção de risco e impulsionam a demanda pelo ouro.
O preço do ouro pode cair mesmo com instabilidade econômica?
Sim, se houver aumento inesperado nas taxas de juros, o custo de oportunidade do ouro sobe, o que pode desestimular seu investimento e pressionar seu preço para baixo.