Levantamento aponta: maioria dos brasileiros pede neutralidade de Lula na crise Israel-Palestina em 2025
em 4 de dezembro de 2025 às 09:01Uma pesquisa inédita revelou que o governo Lula enfrenta pressão da opinião pública para manter uma postura neutra no conflito entre Israel e Palestina. Segundo o levantamento realizado pela AtlasIntel, nada menos que 80% dos brasileiros acreditam que o país deve priorizar a paz sem tomar partido. O dado chega em um momento delicado, com relações diplomáticas entre Brasil e Israel bastante abaladas e o país sem embaixador em Tel Aviv há quase dois anos.
O cenário é marcado por embates públicos e acusações pesadas. Lula, que se manifestou diversas vezes contra Israel, chegou a ser declarado persona non grata no país de Netanyahu. O contexto só aumenta a tensão e atiça a curiosidade: afinal, de que lado o Brasil realmente está – e o que pensa o povo?
O que você vai ler neste artigo:
Pesquisa revela preferência nacional: Brasil deve defender paz sem escolher lado
O levantamento da AtlasIntel captou a temperatura da opinião pública nacional a partir de entrevistas com mais de 1.800 brasileiros adultos. Quando instigados a responder como o governo deveria se posicionar diante da guerra Israel-Palestina, apenas 18,4% defenderam que o Brasil deveria tomar partido.
Confira os principais resultados do estudo:
- 39,2% defendem a solução dos dois Estados;
- 33,9% querem que o Brasil negocie a paz sem se alinhar a nenhum dos lados;
- 9,5% apoiariam apenas o lado palestino;
- 8,9% optariam por Israel;
- 7,1% preferem o distanciamento;
- 1,3% não souberam opinar.
O resultado mostra um desejo geral por conciliação, mesmo diante de um conflito brutal e polarizado. Interessante notar que o apoio à neutralidade ultrapassa faixas etárias, gêneros e grupos sociais, revelando certo cansaço dos brasileiros com conflitos externos.
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Evangélicos e a influência no apoio a Israel
O recorte religioso chama atenção: entre os evangélicos, o apoio a Israel salta significativamente, ficando acima de 58%. Cerca de 89% desse grupo consideram o massacre do Hamas injustificável, reforçando o tom crítico ao movimento palestino. Não à toa, boa parte da base evangélica mantém distanciamento do governo Lula e ainda se alinha à narrativa defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Posicionamento dos eleitores de Lula
Entre aqueles que votaram em Lula nas últimas eleições, a pesquisa mostra maior simpatia e sensibilidade para o lado palestino. Esse grupo, por sua vez, questiona as ações do governo israelense e costuma apoiar investigações como a que Brasil e África do Sul movem na Corte Internacional de Justiça contra possível genocídio em Gaza.
Crise diplomática: Brasil e Israel em lados opostos
O clima entre Itamaraty e governo israelense azedou de vez desde 2024, quando o presidente Lula aumentou o tom ao acusar Israel de genocídio nos ataques em Gaza. O embate ganhou novos capítulos após declarações mútuas – e acusações pesadas vindas dos atores principais.
Israel, incomodado com a postura do presidente brasileiro, rebaixou o status diplomático das relações e classificou Lula como persona non grata. O Brasil, em resposta, retirou seu embaixador. Atualmente, os cargos seguem vagos, sinalizando impasse sem previsão de término.
Esse cenário leva a uma pergunta inevitável: até quando a diplomacia nacional vai insistir em mediar a paz sem tomar partido, como deseja a maioria dos brasileiros, diante das pressões internacionais e interesses internos?
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A palavra-chave neutralidade de Lula na crise Israel-Palestina em 2025 voltou com força ao debate público. Independentemente de lados, o povo brasileiro parece ter definido onde o país deve ficar: na busca pela paz.
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Perguntas frequentes
Qual a posição da maioria dos brasileiros sobre o conflito Israel-Palestina?
80% dos brasileiros defendem que o país mantenha uma postura neutra, buscando a paz sem tomar partido na crise.
Por que a relação diplomática entre Brasil e Israel está abalada?
Desde 2024, após acusações de Lula contra Israel sobre ataques em Gaza, Israel rebaixou o status diplomático e declarou o presidente persona non grata, levando à ausência de embaixadores.
Como os evangélicos brasileiros se posicionam em relação ao conflito?
A maioria dos evangélicos apoia Israel, com mais de 58% demonstrando apoio, e cerca de 89% condenando o Hamas pelo massacre.
Qual a diferença de opinião entre eleitores de Lula e eleitores de Bolsonaro sobre o conflito?
Eleitores de Lula tendem a ser mais críticos a Israel e simpáticos ao lado palestino, enquanto a base de Bolsonaro e os evangélicos geralmente apoiam Israel.
O que significa o termo persona non grata no contexto diplomático?
É uma declaração formal que indica que um país não aceita a presença de um diplomata ou autoridade estrangeira, neste caso usada para Lula por Israel.