Ronaldo Caiado dispara críticas e compara Lula e Bolsonaro após novo inquérito contra Lulinha
em 31 de julho de 2026 às 17:00A mais recente polêmica do cenário político fez barulho nesta quinta-feira: Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, aproveitou a abertura de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para subir o tom contra Lula e cutucar também a família Bolsonaro. O caso coloca novamente o nome do clã presidencial em evidência, desta vez em meio a suspeitas de tráfico de influência no topo do poder federal.
Caiado não perdeu tempo e utilizou suas redes sociais para dar aquela alfinetada clássica. Segundo ele, o Brasil tornou-se “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe” — em clara referência a Lula e seu filho. O político goiano, porém, não quis saber de poupar os antigos rivais do bolsonarismo: sugeriu, sem citar nomes, que o script parece se repetir em outros grupos familiares que já sentaram na cadeira presidencial.
O que você vai ler neste artigo:
Inquérito contra Lulinha agita bastidores de Brasília
O eixo das investigações começou a girar forte após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou apuração da Polícia Federal. O objetivo é esclarecer se Lulinha, filho mais velho do atual presidente, teria usado sua proximidade nos corredores do Planalto para negociar facilidades em troca de pagamentos milionários.
O nome de Lulinha apareceu na mira da PF inicialmente devido a seu suposto vínculo com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido em Brasília como “Careca do INSS”. Para os investigadores, o empresário liderava um esquema de desvios envolvendo benefícios previdenciários. As suspeitas de sociedade oculta entre Lulinha e Camilo Antunes colocaram o inferno astral de Brasília em estágio avançado.
Em nota à imprensa, os advogados de defesa de Lulinha alegam tranquilidade diante do inquérito. Garantem que o empresário não recebeu nenhum centavo de pagamentos relacionados a negócios com o governo federal, muito menos participou da condução de assessores ou de decisões públicas.
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Críticas à velha política: Caiado mira em Lula e Bolsonaro
Esse episódio recente deu munição para Caiado radicalizar o discurso em ano eleitoral. O governador licenciado de Goiás não perdeu a chance de associar o caso a um padrão na política brasileira, onde, segundo ele, pais poderosos são invariavelmente chamados a proteger filhos encrencados. Recordou que o mesmo cenário já foi vivido pela família Bolsonaro, que ainda enfrenta denúncias sobre o suposto envolvimento de seus filhos com laranjas e rachadinhas durante o mandato anterior.
Sem citar diretamente os nomes de Jair Bolsonaro ou seus filhos, Caiado ironizou: “Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho.” Na seara das leituras políticas, a mensagem foi recebida como um recado claro de que, no alto escalão do poder, a tendência é blindar o círculo familiar, custe o que custar.
O impacto da acusação na corrida presidencial
Especialistas avaliam que o inquérito pode reverberar nas pesquisas eleitorais. O envolvimento de Lulinha reacende velhas discussões éticas em torno das relações entre familiares de presidentes e o interesse público. Para Caiado, a discussão serve como senha para se apresentar como o candidato que irá romper com o que classifica de “monarquia política” vigente há décadas em solo brasileiro.
Do lado do PT, a ordem é esperar os desdobramentos com cautela, na expectativa de que a investigação seja arquivada caso a inocência de Lulinha seja comprovada. Já entre opositores, o episódio virou prato cheio para discursos inflamados e memes nas redes.
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No ciclo político nacional, uma coisa sempre se repete: as famílias no poder são o centro nervoso das maiores polêmicas. Pelo visto, 2026 vai render muitos capítulos quentes.
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