Trump quer limitar missões da NASA que rastreiam CO2 em 2025
em 7 de agosto de 2025 às 15:58A decisão polêmica de Donald Trump sacudiu a comunidade científica: o presidente dos Estados Unidos busca interromper as missões da NASA dedicadas a monitorar as emissões de dióxido de carbono no planeta. Essas operações, fundamentais para o entendimento das mudanças climáticas, estão com os dias contados se depender do orçamento sugerido pela Casa Branca para 2026.
Com a proposta orçamentária de Trump em pauta, a notícia deixou pesquisadores e ambientalistas de cabelo em pé. Caso avancem as mudanças, projetos como os Observatórios de Carbono em Órbita — que hoje garantem dados de extrema precisão sobre a emissão e absorção de CO2 em nível global — ficarão sem financiamento em 2025. Essa possível suspensão tem potencial para comprometer desde pesquisas relevantes sobre o clima até políticas agrícolas baseadas nas informações coletadas do espaço. Quem trabalha com questões ambientais, ficou em alerta vermelho.
O que você vai ler neste artigo:
Observatórios ameaçados: entenda o papel dos satélites da NASA
Os Observatórios de Carbono em Órbita da agência são, atualmente, o que há de mais avançado em rastreamento de CO2. Um deles foi lançado em 2014, enquanto outro, acoplado à Estação Espacial Internacional em 2019, emprega tecnologias de ponta, inclusive aquelas aproveitadas no famoso Telescópio Espacial Hubble.
Esses satélites não só identificam onde o CO2 é produzido e absorvido, como também conseguem monitorar a saúde das plantações e até antecipar crises alimentares. Segundo David Crisp, importante nome nos estudos climáticos da NASA, tais missões revelaram, por exemplo, que a floresta Amazônica emite mais carbono que absorve atualmente — dado vital para a formulação de políticas públicas e tomadas de decisão global.
Além disso, a precisão dos equipamentos permite observar até sinais da fotossíntese das plantas. Essa medição é útil para prever períodos de seca, riscos de fome e até tensões sociais resultantes da escassez de alimentos. É por isso que muitos cientistas destacam que a eventual extinção das missões deixará o planeta ‘no escuro’ sobre o ritmo real das mudanças climáticas em pleno 2025.
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O embate político: governos divergem, comunidade científica reage
O corte de orçamento proposto para a NASA desertou as sessões do Congresso americano, que agora se dividem sobre o futuro dos satélites. Enquanto a Câmara dos Representantes apoia a decisão do presidente, o Senado tenta preservar o financiamento, numa queda de braço que preocupa especialistas. Só há verbas garantidas até setembro de 2025, o que deixa a situação ainda mais incerta.
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Entre as alternativas discutidas, surge a possibilidade de uma coalizão internacional com parceiros do Japão e da Europa para manter pelo menos parte das missões funcionando. Paralelamente, cientistas como David Crisp vêm buscando apoio com milionários e fundações privadas, ainda que considerem a medida um ‘remendo’ longe do ideal. A NASA admitiu analisar propostas externas até agosto, mas a incerteza paira sobretudo sobre o satélite de voo livre, com risco de ser aposentado definitivamente.
Para resumir, o corte das missões que monitoram o dióxido de carbono pode mudar a forma como o mundo acompanha o aquecimento global. Não faltam críticas, e a pressão sobre o Congresso só aumenta. Se você gosta de notícias quentes e não quer perder nenhum detalhe desse tipo de polêmica, aproveite para se inscrever em nossa newsletter. Assim, recebe em primeira mão todas as atualizações e fofocas do cenário político-científico. Fique de olho!
Perguntas frequentes
Até quando as missões de monitoramento de CO2 da NASA têm financiamento garantido?
Os recursos estão assegurados apenas até setembro de 2025, data após a qual as operações podem ser interrompidas se não houver novo orçamento.
Quais são os riscos de perder dados precisos de emissões de carbono?
Sem medições exatas de CO2, políticas climáticas e agrícolas podem ficar desatualizadas, aumentando o risco de crises alimentares e avaliações imprecisas das mudanças climáticas.
Como o Senado americano busca preservar o financiamento da NASA?
Senadores propõem emendas orçamentárias para manter verbas destinadas às missões de CO2 e pressionam pela aprovação de um novo pacote de gastos.
De que forma a colaboração internacional ajudaria a manter as missões ativas?
Parcerias com agências do Japão e da Europa permitiriam dividir custos e garantir a continuidade parcial dos satélites, mantendo o fluxo de dados climáticos.
Que alternativas privadas estão sendo consideradas para financiar os satélites?
Cientistas buscam apoio de fundações e doações de investidores bilionários para substituir parte do aporte público e manter as operações até uma solução definitiva.