Fenômeno impressiona ao reunir sprites, Via Láctea, aurora e cometa no céu da Nova Zelândia em 2025
em 17 de novembro de 2025 às 08:13Quem decidiu passar a noite admirando o céu neozelandês em outubro de 2025 foi recompensado com um show astronômico pra lá de raro. Três astrofotógrafos renomados capturaram em imagens um fenômeno difícil de acreditar: sprites vermelhos cruzando a atmosfera de Clay Cliffs, na Ilha Sul, com a Via Láctea ao fundo, uma aurora austral intensa e, de bônus, um cometa passando no cenário. O registro feito por Dan Zafra, fundador do Capture The Atlas, com Jose Luis Cantabrana e Tom Rae, foi tão surpreendente que ele mesmo diz nunca ter visto iguais em todo o Hemisfério Sul.
A façanha fotográfica não só arrancou suspiros dos apaixonados pelo espaço, mas também atiçou a curiosidade de quem adora descobrir novidades sobre fenômenos raros. Se você é desses, prepare-se para se impressionar com os detalhes dessa noite histórica. Continue lendo para não perder nada!
O que você vai ler neste artigo:
Sprites vermelhos: o brilho relâmpago que só os sortudos conseguem flagrar
Entre todos os eventos capturados, os sprites vermelhos roubam a cena. Essas descargas elétricas ultrarrápidas parecem saídas de filme de ficção científica: ocorrem acima das tempestades, num altitude de até 90 quilômetros, praticamente invisíveis a olho nu. O próprio Dan Zafra confessou que só percebeu o fenômeno depois de analisar os cliques de teste na câmera. Logo, virou questão de honra registrar aquele momento único. “Foi uma das noites mais extraordinárias da minha vida”, revelou o fotógrafo.
Os sprites não são apenas raros: são também um mistério para a ciência. Registrados primeiro só em 1989, são inevitavelmente alvo de fascínio. Aparecem quando tempestades liberam cargas elétricas positivas para a ionosfera. Para conseguir capturá-los com tantos detalhes, é preciso, além de conhecimento, um alinhamento quase celestial de sorte, tempo e dedicatória – combinação que o trio de astrofotógrafos teve de sobra naquela noite mágica.
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Via Láctea, aurora austral e cometa: um espetáculo triplo e inesquecível
Não bastasse a raridade dos sprites, o céu ainda surpreendeu com mais duas atrações: um facho da aurora austral e o cometa SWAN dando o ar da graça ao fundo das imagens. A Via Láctea, com todo seu esplendor, completava o quadro, compondo um cenário que mais parecia montagem.
Registro inédito para a astrofotografia mundial
Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, Dan Zafra não perdeu tempo: produziu até um vídeo em timelapse mostrando os sprites piscando, o brilho da aurora se transformando e o cometa atravessando o céu. Ele não esconde o entusiasmo ao lembrar do momento em que tudo se alinhou, permitindo ver no mesmo quadro a Via Láctea brilhando e filamentos de luz vermelha dançando acima de uma tempestade distante. Conhecedores do assunto sabem que até os “caçadores de tempestade” mais experientes passam anos sem presenciar uma cena assim.
Por que essa noite vai ficar para a história
Para especialistas como Zafra, o fascínio não é só pelo registro raro. No depoimento que deu após a experiência, ele diz que esta imagem “preenche a lacuna entre fotografia atmosférica e astrofotografia”, mostrando um momento em que eventos do clima terrestre e estruturas do cosmos se encontram em perfeita harmonia. Para qualquer amante do espaço, são essas noites que fazem todo o esforço valer a pena.
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Quem curte astrofotografia ou simplesmente é curioso por fenômenos celestes raríssimos vai guardar na memória (e na galeria de fotos) essas imagens históricas. E se você ficou admirado com esse espetáculo que mistura ciência, arte e um tiquinho de sorte, aproveite para se inscrever em nossa newsletter. Assim, você recebe sempre as notícias e fofocas mais incríveis direto no seu e-mail!
Perguntas frequentes
Quais equipamentos são recomendados para fotografar sprites vermelhos?
Para fotografar sprites vermelhos, recomenda-se câmeras DSLR ou mirrorless com alta sensibilidade ISO, lentes grandes angulares e tripés robustos para exposições longas.
Onde e quando é mais provável observar sprites vermelhos?
Sprites vermelhos são mais comuns em regiões com tempestades intensas e podem ser vistos principalmente em altitudes elevadas, acima de 80 km, durante noites com tempestades elétricas ativas.
Qual a diferença entre sprites vermelhos e auroras boreais/australianas?
Sprites vermelhos são descargas elétricas rápidas associadas a tempestades, enquanto as auroras boreais/australianas são fenômenos causados pela interação do vento solar com o campo magnético da Terra, produzindo luzes coloridas no céu.
Por que os sprites vermelhos são invisíveis a olho nu na maioria das vezes?
Eles ocorrem em altitudes muito altas e por poucos milissegundos, tornando difícil sua percepção direta sem equipamentos fotográficos especiais.
Como a timing e a sorte influenciam a captura de fenômenos astronômicos raros?
Capturar fenômenos como sprites vermelhos exige sincronizar várias condições: clima adequado, tempestades específicas, ambiente escuro e paciência, pois são eventos ultrarrápidos e raros.