Planetas gigantes e leves como algodão-doce intrigam astrônomos em 2026
em 30 de junho de 2026 às 08:13Duas descobertas impressionantes acabam de agitar a comunidade científica: TOI-791 b e TOI-791 c foram identificados como gigantes tão leves que a comparação com algodão-doce não parece exagero. Com densidades baixíssimas e tamanhos próximos ao de Júpiter, esses exoplanetas localizados a cerca de 1.100 anos-luz da Terra estão sendo considerados um mistério da formação planetária em 2026. A confirmação deste achado foi possível graças a observações no coração gelado da Antártida, um dos lugares mais inusitados para encontrar pistas tão preciosas sobre o cosmos.
Os astrônomos estão surpresos com a dimensão da descoberta e o quão pouco compreendemos sobre a variedade de mundos além do Sistema Solar. Se você é apaixonado por astronomia – ou adora fofocar sobre os segredos do Universo – prepare-se para saber por que esses planetas têm tudo para virar assunto obrigatório nas rodas de conversa sobre ciência.
O que você vai ler neste artigo:
Por que TOI-791 b e TOI-791 c são chamados de ‘super-puff’?
Quando falamos em planetas gigantes, logo vem à cabeça a imagem de mundos pesados e densos, como Júpiter. Não é o caso aqui. TOI-791 b tem uma densidade de apenas 0,038 grama por centímetro cúbico, enquanto TOI-791 c chega a 0,047 grama por centímetro cúbico. Para efeito de comparação, Júpiter bate 1,33 grama por centímetro cúbico. Ou seja, os recém-descobertos são verdadeiros ‘super-puff’ — expressão usada para planetas hiper-inflados, envoltos por atmosferas tão volumosas e ralas que mais parecem flutuar numa nuvem de gás.
Essa denominação se aplica perfeitamente, pois eles possuem um enorme raio, mas uma massa muito pequena para seu tamanho. Os astrônomos suspeitam que suas atmosferas são compostas principalmente de hidrogênio e hélio, o que contribui para essa leveza quase surreal. Nunca se viu algo assim tão bem documentado, colocando TOI-791 b e c no topo da lista dos planetas mais raros já encontrados.
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Como a Antártida ajudou a desvendar esse mistério espacial?
É isso mesmo: a descoberta só foi possível graças ao telescópio ASTEP, instalado na estação de pesquisa Concordia, na Antártida. O local se destaca pelas noites extremamente longas do inverno, além da atmosfera fria e seca — condições perfeitas para observações que exigem resistência e precisão. Observatórios comuns sofrem com interrupções climáticas e do dia, mas na Antártida, os pesquisadores conseguiram observar trânsitos planetários completos, de mais de 11 horas.
Essas observações minuciosas somaram-se aos dados do telescópio espacial TESS, da NASA. O TESS detectou quedas sutis no brilho da estrela anfitriã, revelando o tamanho dos planetas. Já o ASTEP permitiu medições ainda mais detalhadas, sendo possível acompanhar a influência gravitacional que um planeta exerce sobre o outro – uma verdadeira dança cósmica gravada ao vivo. Nas palavras de um dos envolvidos, “a Antártida virou o palco perfeito para flagrar raridades tão leves quanto o algodão-doce”.
O que torna o sistema TOI-791 tão peculiar para a ciência?
Além das densidades baixíssimas, o que mais chama a atenção é o formato das órbitas. TOI-791 b leva cerca de 139 dias para dar uma volta em torno da estrela, enquanto TOI-791 c precisa de 232 dias. Eles parecem estar travados numa ressonância orbital de 5 para 3 — enquanto o primeiro completa quase cinco órbitas, o segundo faz três. Isso provoca interações gravitacionais mensuráveis, permitindo aos cientistas deduzir detalhes sobre sua massa e até fazer projeções sobre a evolução do sistema.
A existência de dois planetas tão leves, orbitando a mesma estrela, desafia os modelos atuais sobre formação e estrutura planetária. Entre as teorias avaliadas, está a possibilidade de que tenham se formado longe da estrela, onde as condições são ideias para acumular atmosferas enormes. Não se descarta, porém, a hipótese de anéis planetários ou camadas atmosféricas espessas que nos enganam durante a observação do trânsito.
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Se você ficou curioso sobre os próximos passos, o aguardado Telescópio Espacial James Webb já está entre os favoritos para analisar a composição dessas atmosferas, buscando sinais químicos inéditos. Por enquanto, a descoberta serve como lembrete de que o Universo não cansa de surpreender — sempre aparece um planeta que quebra todas as nossas certezas.
Essa verdadeira fofoca estelar mostra como a astronomia ainda tem muitos segredos para contar. Se você curtiu saber sobre os planetas de algodão-doce, não dê bobeira: inscreva-se em nossa newsletter e seja o primeiro a receber os babados mais curiosos do mundo científico, direto no seu e-mail, de um jeito descontraído e atualizado.
Perguntas frequentes
O que são exoplanetas super-puff?
Exoplanetas super-puff são planetas com tamanho similar a Júpiter, mas com massa muito baixa e densidade extremamente pequena, geralmente cercados por atmosferas volumosas e leves.
Por que a Antártida é um local estratégico para observações astronômicas?
A Antártida oferece noites longas e atmosféricas estáveis no inverno, com ar frio e seco, condições ideais para observações astronômicas precisas e contínuas.
Como a ressonância orbital de TOI-791 b e c impacta seu estudo?
A ressonância 5:3 entre as órbitas dos planetas permite medir interações gravitacionais que ajudam a determinar suas massas e compreender melhor a dinâmica do sistema.
Quais hipóteses explicam as baixas densidades desses planetas?
Possíveis explicações incluem atmosferas espessas de hidrogênio e hélio, formação longe da estrela, ou a presença de anéis que aumentam a aparência do tamanho do planeta.
Qual a importância do Telescópio Espacial James Webb para esses planetas?
O James Webb poderá analisar a composição atmosférica detalhadamente, buscando sinais químicos inéditos que ajudarão a entender a estrutura e evolução desses planetas.