Descubra como os cientistas desvendam o que compõe o Sol em 2025
em 18 de julho de 2025 às 08:10Um dos grandes mistérios que circulou recentemente nas redes sociais foi: Afinal, como os cientistas sabem do que o Sol é feito, se ninguém jamais pisou lá? A dúvida viralizou em vídeos de TikTok, mostrando que, mesmo hoje, ainda resta muito fascínio — e curiosidade — sobre os caminhos da ciência. Mas já adianto: saber a composição do Sol não é palpite, mágica ou pura especulação. Trata-se de método científico, observação e, claro, equipamentos de ponta.
Entender esse processo é mais simples (e surpreendente!) do que parece. Se você acha impossível descobrir segredos tão quentes quanto do nosso astro-rei sem sequer chegar perto dele, continue a leitura para conhecer os bastidores dessa façanha científica.
O que você vai ler neste artigo:
Como a luz revela os mistérios do Sol
Um dos truques mais geniais da ciência é analisar a luz emitida pelo Sol. Desde o século XVII, físicos como Isaac Newton já usavam prismas para decompor a luz e obter aquele famoso arco-íris. Mas, a coisa ficou séria mesmo quando cientistas notaram que cada elemento químico, ao ser aquecido, emite padrões luminosos únicos, como impressões digitais coloridas.
Usando um aparelho chamado espectroscópio, os astrônomos conseguiram comparar o espectro da luz solar com os de substâncias conhecidas em laboratórios. Em 1868, em meio a um eclipse solar, foi descoberta até uma substância inédita na Terra: o hélio, batizado em referência a Hélios, o deus do Sol na Grécia Antiga. A partir daí, a tecnologia se sofisticou e hoje essas análises permitem identificar até traços mínimos de elementos químicos por meio da luz que viaja 150 milhões de quilômetros até nós.
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Equipamentos modernos e contribuições brasileiras
Os equipamentos atuais vão muito além daquele primo básico do prisma. Espectrômetros digitais detectam variações minúsculas da luz que os olhos jamais enxergariam. Alguns são gigantes, acoplados a radiotelescópios; outros estão a bordo de sondas espaciais, como a famosa Parker Solar Probe, já na vizinhança do Sol.
Não bastasse isso, cientistas brasileiros vêm se destacando ao simular, em laboratório, condições parecidas com as do espaço. É o caso de pesquisadores da PUC-Rio, que conseguem testar o que ocorre quando poeira cósmica é exposta a bombardeios de energia, recriando reações químicas típicas do ambiente próximo ao Sol. Assim, dá para prever que tipos de moléculas resistem por lá — e até buscar possíveis sinais de vida em outros planetas.
O que já sabemos sobre a composição solar?
Depois de tanto trabalho, o que a ciência já revela? Cerca de 74,9% do Sol é hidrogênio; outros 23,8% são hélio; o restante, uma pequena fração, inclui elementos como oxigênio, carbono e ferro. Esse conhecimento é suficiente para entender que o motor solar é a fusão nuclear, responsável por liberar uma quantidade absurda de energia — o que nos traz luz e calor diariamente.
Por que monitoramos o Sol — e o que isso muda na sua vida?
Estudar a química solar não é apenas um capricho de astrônomos. As tempestades solares afetam diretamente satélites, GPS, e até causam apagões por aqui. A radiação liberada é tamanha que, se não fosse pelo campo magnético da Terra, nossa atmosfera já teria evaporado, como aconteceu em Marte.
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Além do benefício óbvio para prever tempestades solares, a tecnologia usada para estudar o Sol já faz parte do nosso cotidiano. Espectrômetros ajudam desde a analisar poluentes nas cidades até a controlar qualidade em processos industriais. Ou seja, olhar para o céu pode trazer benefícios bem palpáveis no seu dia a dia.
Desvendar os segredos do Sol mostra o poder do olhar investigativo da humanidade. Em vez de precisar “ir até lá”, a ciência aprimora técnicas para transformar luz em fonte de conhecimento. E o Brasil, com sua criatividade e pesquisa de ponta, também brilha nesse cenário. Gostou de descobrir de onde vem todo esse conhecimento? Então aproveite para assinar nossa newsletter e receba muito mais curiosidades e fofocas quentinhas do mundo da ciência direto no seu e-mail!
Perguntas frequentes
O que é espectroscopia solar?
É a técnica que decompõe a luz do Sol em cores para identificar padrões de emissão únicos de cada elemento químico, como se fossem impressões digitais.
Qual a importância da descoberta do hélio no eclipse de 1868?
Durante um eclipse, espectros mostraram linhas desconhecidas, levando à identificação do hélio, um elemento até então não observado na Terra.
Como as sondas, como a Parker Solar Probe, ajudam na pesquisa solar?
Elas carregam instrumentos que medem diretamente a radiação e o campo magnético perto do Sol, aprimorando os dados de espectroscopia feitos da Terra.
Por que simulamos o ambiente solar em laboratórios brasileiros?
Para testar reações químicas de poeira cósmica sob radiação intensa, ajudando a prever estabilidade de moléculas no espaço e possíveis sinais de vida.
Como as tempestades solares afetam nosso dia a dia?
Explosões de partículas e radiação podem causar falhas em satélites, GPS e redes elétricas; monitorá-las é vital para prevenir blecautes e danos tecnológicos.