Buraco negro raro devora estrela e surpreende astrônomos em 2025
em 5 de agosto de 2025 às 08:19Um acontecimento pra lá de surpreendente mexeu com a comunidade científica: telescópios da Nasa registraram um buraco negro de massa intermediária devorando uma estrela nos arredores da galáxia NGC 6099. O flagra, considerado raríssimo, foi feito tanto pelo Telescópio Espacial Hubble quanto pelo Observatório de Raios X Chandra. E não pense que esse tipo de buraco negro aparece toda hora! Eles são os mais discretos do cosmos, ficando escondidos porque se alimentam bem menos do que seus primos gigantes e supermassivos.
O fenômeno aconteceu a cerca de 450 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Hércules. Ficou curioso para saber como tudo aconteceu? Vem comigo entender por que essa captura tem repercutido entre especialistas, fãs de astronomia e até apaixonados por boas histórias do espaço.
O que você vai ler neste artigo:
O clique raro: momento decisivo para a ciência
O grande charme dessa descoberta é que, para flagrar um buraco negro de massa intermediária agindo, é preciso muita sorte e tecnologia de ponta. Esses buracos negros geralmente passam despercebidos, mas, quando decidem se alimentar, provocam uma explosão de radiação capaz de ser detectada da Terra. Segundo nota publicada pela própria Nasa, sedentos, eles devoram uma estrela inteira em um evento chamado de perturbação de maré, liberando altíssimas doses de raios X — foi assim que esse fenômeno foi captado pelos instrumentos da agência.
As imagens reveladas mostram uma mancha violeta, que representa justamente a emissão de raios X, dando pistas preciosas sobre o comportamento desse tipo de colosso. E o mais curioso: tudo aconteceu a 40 mil anos-luz do núcleo da galáxia NGC 6099, indicando que esses buracos negros intermediários podem atuar até mesmo nas periferias galácticas, longe dos buracos negros supermassivos regentes do centro.
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Buracos negros intermediários: as peças-chave na evolução galáctica
Para os cientistas, entender como os buracos negros de massa intermediária se formam e evoluem é uma das grandes questões da astrofísica moderna. Eles são vistos como o elo perdido entre os buracos negros menores, de origem estelar, e os supermassivos, que podem pesar bilhões de vezes mais que o Sol. Segundo o pesquisador Yi-Chi Chang, da Universidade Nacional Tsing Hua, de Taiwan, a identificação desses buracos negros “elusivos” pode explicar como as galáxias crescem ao longo do tempo ao se fundirem, formando sistemas cada vez mais complexos.
A Nasa sustenta duas linhas de pensamento sobre a origem desses gigantes: uma delas propõe que os buracos negros intermediários se fundem e se tornam o embrião dos supermassivos. Já a segunda sugere que, em épocas muito antigas, nuvens de gás colapsaram diretamente, sem formar estrelas antes, dando origem a buracos negros enormes já de saída. Descobertas recentes do Telescópio James Webb vêm dando força a essa segunda hipótese, revelando sistemas surpreendentemente massivos nos primórdios do universo.
O futuro das descobertas: há mais buracos negros perdidos pelo espaço?
O registro desse evento inesquecível reacendeu o debate sobre quantos buracos negros do tipo intermediário podem estar “flutuando” nas franjas de galáxias mundo afora, longe do espetáculo central. Para astrônomos como Nicola Soria, a expectativa é que, ao catalogar mais eventos parecidos, possamos descrever melhor a frequência com que esses buracos negros aparecem famintos, atacando uma estrela desavisada e liberando aquela explosão clássica de raios X.
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Se você curtiu essa notícia repleta de mistérios espaciais, já sabe: histórias como essa não costumam acontecer todo dia, e o buraco negro devorando uma estrela certamente vai render novos capítulos em breve.
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Perguntas frequentes
Como a NASA detectou esse buraco negro de massa intermediária?
Os telescópios Hubble e Chandra captaram a explosão de raios X originada na perturbação de maré quando o buraco negro devorou uma estrela, gerando uma mancha violeta nos registros.
Qual a diferença entre buracos negros estelares, intermediários e supermassivos?
Buracos negros estelares têm até dezenas de vezes a massa do Sol; os intermediários variam de 100 a 100 000 vezes o Sol; e os supermassivos ultrapassam milhões ou bilhões de massas solares.
O que é perturbação de maré em astrofísica?
É o evento em que a força gravitacional extrema de um buraco negro rasga e devora uma estrela, liberando um pico intenso de radiação, especialmente em raios X.
Por que eventos de buracos negros intermediários são tão raros?
Eles se alimentam com muito menos frequência que os supermassivos e, por isso, passam despercebidos até provocarem explosões de radiação fortes o suficiente para serem detectadas.
Qual a importância da descoberta na galáxia NGC 6099?
Flagrar um buraco negro de massa intermediária em ação confirma sua existência em regiões periféricas de galáxias, abrindo pistas sobre a formação e evolução galáctica.
Como o Telescópio James Webb contribui para o estudo desses buracos negros?
O Webb tem revelado galáxias primitivas com buracos negros surpreendentemente massivos, reforçando hipóteses de formação direta a partir de nuvens de gás no início do universo.